Friday, February 2, 2007

Loucuras do Cotidiano 5

- Um juiz solta um assassino múltiplo para dar um passeio, sabendo que ele vai seguir seu instinto.

- Um juiz solta um assassino múltiplo para dar um passeio, não sabendo que ele vai seguir seu instinto.

- Dar um tiro em mim, sem motivo, pode. Eu tentar devolvê-lo é um total descaso tanto com os menos afortunados quanto com os direitos humanos.

- O povo confia uma empresa a um governante, e ele a vende, transferindo o dinheiro da venda ao tesouro público. Ele é severamente criticado por um notório defensor do povo. O povo então faz desse defensor o próximo governante, e confia outra empresa maior ainda a ele. Mas ele fica feliz quando ela é roubada pelo governante de outro país.

- Uma apresentadora de televisão declara enfaticamente, num comercial, que "trabalho agora nem pensar". Em seguida é afastada do seu programa diário.

- Cada vez que falam em tráfico de mulheres, eu penso que a minha é para consumo próprio.

- Os juízes, os legisladores e os governos escolhem não limpar as cidades dos bandidos. E o povo pensa que é sem querer.

- Pérola do jornalismo abreviativo: "OAB critica PAC e diz que MP do FGTS é ilegal".

- Graças às maravilhas da dublagem, o maior presidente que os Estados Unidos jamais tiveram, Martin Sheen, é a mesma pessoa que o jacaré-monstro, o quarto dos sete irmãos monstrinhos.

- Dar um tiro na filha, na mãe, na vó de alguém, pode; alguém dar outro em quem deu é revanchismo e desprezo pela paz na sociedade dela tão carente.

- A polícia bater em você pode, você filmar é uma atitude covarde.

- Ao ser assaltado, você tem o direito de ficar quieto, porque, se machucar o assaltante numa eventual reação ou fuga, está cometendo lesões corporais e pode ser condenado por um meritíssimo.

- O governo instala radares em trechos estratégicos e os sinaliza bem para que os infratores só abusem da velocidade nos demais pontos da estrada.

- Seu filho ser espezinhado por valentões idiotas na escola pode, chamar a atenção deles é infringir o ECA e comprar uma briga com seus legítimos (!) pais.

- Apontar uma arma para mim, com o dedo no gatilho, é uma situação muito difícil por que passa uma pessoa que teve uma infância atribulada. Eu devo ser muito compreensivo e torcer para ele não ter de passar pela desconfortável necessidade de apertar o gatilho, o que poderia causar-lhe um infortúnio psicológico ainda maior em sua vida já um tanto sofrida.

- É muito difícil explicar à balconista da confeitaria que você deseja "um quarto" do bolo, visto que ela está confusa com o que que um quarto tem a ver com isso.

- O professor de matemática e alunos da sétima série. "Passaram em português?" "Passemo, professor".